Posição
Por que não vendemos
projeto longo
Contrato de seis meses daria mais dinheiro e seria mais fácil de fechar. Não fazemos porque, nesse tipo de trabalho, o prazo comprido muda os incentivos — e o entregável piora.

Um contrato longo precisa parecer que vale o prazo dele. Essa necessidade, sozinha, explica quase tudo que dá errado.
O incentivo se inverte
Quando o pagamento acompanha o calendário, terminar cedo é prejuízo. Ninguém decide conscientemente enrolar, mas o diagnóstico ganha mais uma rodada de entrevistas, o relatório ganha mais um capítulo e a apresentação ganha mais dez slides. Tudo defensável, nada entregável.
Com valor fixo por semana e pagamento só depois da entrega, o incentivo aponta para o outro lado: quanto antes o documento estiver pronto e aprovado, melhor para os dois.
Quem paga assume o risco sozinho
No formato tradicional, a empresa paga mensalmente e descobre no fim se o material serve. Se não servir, a discussão é sobre expectativa, escopo e interpretação — e ninguém ganha esse tipo de conversa.
Cinco dias com cláusula de não cobrança colocam o risco do nosso lado. É a única forma honesta de vender prazo curto: apostando nele.
A empresa muda no meio
Nenhuma operação atravessa seis meses sem uma crise: pico de demanda, saída de alguém importante, troca de sistema. Quando isso acontece, o projeto de documentação é a primeira coisa a ser pausada — e projeto pausado raramente volta com a mesma energia. Uma semana cabe entre duas urgências.
O consultor vira parte da operação
Quem passa meses dentro da empresa começa a ser chamado para decidir coisas. Conhece as exceções melhor que a equipe e, no fim do contrato, leva embora metade do conhecimento que veio registrar. É exatamente o problema que o trabalho deveria resolver.
Quando dizemos que o formato não serve
Se a empresa precisa documentar uma área inteira para uma certificação com data marcada, ou se o pedido real é reformular o processo e não descrevê-lo, o sprint de uma semana não resolve. Dizemos isso na primeira conversa, mesmo perdendo a venda — e sugerimos o caminho que faria sentido, sem sermos nós a executá-lo.
Projeto de seis meses
Pagamento mensal antes de existir entregável
Relatório intermediário que ninguém lê até o fim
Risco inteiro do lado de quem contrata
Documento que descreve um processo já alterado
Sprint de cinco dias
Pagamento depois da entrega, com teste aprovado
Nenhum relatório: o entregável é o procedimento
Risco do nosso lado, por cláusula contratual
Documenta-se o processo de hoje, que ainda é o de hoje
Uma semana custa menos que a primeira reunião de um projeto longo
E, se não funcionar, a cláusula responde por isso.